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Mulher Maravilha e o poder da audiência na carreira



Mulher Maravilha e o poder da audiência na carreira

Em muitos países, homens e mulheres que realizam os mesmos trabalhos, na mesma função e empresa, têm remunerações quase que semelhantes


Hollywood ama continuações e, com base na bilheteria do filme Mulher Maravilha em todo o mundo, é muito provável que haja um retorno a Themyscira em um futuro não muito distante.

E, se houver um, a estrela Gal Gadot será muito bem paga. Por que? Porque ela não somente tem o momento crescente de igualdade de remuneração a seu lado, mas também porque tem toda a audiência popular.

Uma pesquisa da Korn Ferry mostra que, de modo geral, inicialmente os talentos são remunerados com salários mais baixos e, quanto mais popularidade e importância se constrói para si mesmo, maior é a remuneração que se obtém.

No ambiente característico de Hollywood, isso significa que o salário de um ator aumenta em proporção ao seu reconhecimento. Ou, como uma “fonte que conhece as negociações relacionadas a esses contratos” disse à CNN: “Os atores e as atrizes na primeira série de uma franquia recebem salários que, em última instância, são baseados no devido sucesso da própria franquia”.

Lançado há cerca de um mês e meio, o filme Mulher Maravilha já arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo, tornando-se o sexto filme de maior bilheteria deste ano, de acordo com dados do boxofficemojo.com. Provavelmente, superará o retorno de bilheteria de O Homem de Aço, de 2013, que trouxe o Super-homem de volta às telonas.

A atriz Gal Gadot teria assinado para estrelar mais três filmes da Mulher Maravilha, da franquia da DC Comics, por US$ 300 mil. Esse valor está bem abaixo dos US$ 15 milhões que Ben Affleck deverá acumular para estrelar Batman, em uma nova série de filmes.

Agora, porém, que Gadot mostrou que um “super-herói” feminino também pode trazer um retorno de bilheteria satisfatório, pode ocorrer com ela o mesmo que aconteceu com Robert Downey Jr, que recebeu US$ 500 mil para interpretar o Homem de Ferro em 2008, mas em 2012 embolsou a bagatela de US$ 50 milhões para estrelar o primeiro filme da série ‘Vingadores’.

Enquanto as manchetes afirmam que as mulheres ganham, geralmente, 20% a menos que os homens, a pesquisa global de diferença salarial entre os gêneros da Korn Ferry Hay Group mostra que a disparidade de remuneração entre homens e mulheres não é tão simples quanto comumente retratada.

Com base nos dados de mais de 20 milhões de salários, em 25 mil organizações, de 100 países, a consultoria mostra que a diferença é bem menor em todo o mundo para cargos e funções iguais, dentro de uma mesma empresa (no Brasil é de – 1,6 %). As disparidades que são encontradas nesta mesma pesquisa estão associadas às mulheres que ainda não têm livre acesso aos cargos de liderança. O filme Mulher Maravilha, ainda uma rara exceção à regra das franquias de super-heróis dominadas por homens, evidencia este ponto.

Em muitos países, homens e mulheres que realizam os mesmos trabalhos, na mesma função e empresa, têm remunerações quase que semelhantes.

Mesmo assim, desde que Gadot ainda não tenha assinado um contrato para a inevitável sequência de Mulher Maravilha, ela agora poderá ter vantagem na negociação por um salário maior.
É uma lição para todos, tanto homens e mulheres: apresentar bom desempenho agora e ganhar dinheiro mais tarde.

Por Carlos Silva, Diretor de análises da Korn Ferry Hay Group

Fonte: Estadão

Agosto/2017

 

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