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Empresas adotam ações em defesa da igualdade de gênero



Conflito - Fuga ou Agressão

A defesa da igualdade de gênero deve ser um compromisso assumido também pelas empresas. Para incentivar essa participação, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram em 2010 os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, na sigla em inglês), tema que foi debatido no dia 28 de agosto na CCBC.

Promovido pela Comissão de Diversidade da CCBC em parceria com a ONU Mulheres, BPW-SP e Consulado Geral do Canadá, o encontro reuniu representantes de empresas dispostas a oferecer oportunidades iguais. “Esta iniciativa é uma junção de anseios do governo canadense e da CCBC, que deseja criar uma rede de discussão de ações concretas para tornar o ambiente de trabalho mais justo e inclusivo”, disse Esther Nunes, coordenadora da Comissão de Diversidade da CCBC.

As mulheres ainda recebem menos que os homens e têm mais dificuldade de chegar a cargos de liderança, mesmo que estudem mais. Em 2014, as mulheres recebiam 70% dos rendimentos dos homens; no caso de mulheres negras em comparação a homens brancos, o percentual despencava para 40%. De acordo com Adriana Carvalho, gerente de Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres, a diferença em parte se explica pelas profissões exercidas, mas também há fatores mais sutis e por vezes não intencionais, como as diferenças dentro de uma mesma empresa.

O Canadá, exemplo global de políticas de inclusão, promove uma política de desenvolvimento internacional feminista, atuando em duas vertentes: apoio a organizações locais e envolvimento de homens e meninos, segundo Evelyne Coulombe, Cônsul do Canadá no Rio de Janeiro.

O seminário contou ainda com um debate entre Rodrigo Viana (Talenses), Barbara Galvão (Unilever), Luciene Magalhães (KPMG) e Érica Zoeller Veras, da BPW-SP. De acordo com dados da Talenses, que atua influenciando as empresas a adotarem uma postura mais igualitária, entre 2013 e 2017 quase dobrou o número de homens que contratam mulheres para cargos de liderança.

Os WEPs já são respaldados por 1.400 organizações no mundo e 125 no Brasil. No site http://portuguese.weprinciples.org/, as empresas são convidadas a fazer uma autoavaliação e a assinar o compromisso. As razões para participar, defende Adriana Carvalho, são direitos humanos, melhores resultados financeiros e responsabilidade social.

Princípios de Empoderamento das Mulheres

  • Princípio 1: Estabelecer uma liderança corporativa de alto nível para a igualdade entre gêneros
  • Princípio 2: Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação
  • Princípio 3: Assegurar a saúde, a segurança e o bem estar de todos os trabalhadores e trabalhadoras
  • Princípio 4: Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional para as mulheres
  • Princípio 5: Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de abastecimento e de marketing que empoderem as mulheres
    Princípio 6: Promover a igualdade através de iniciativas comunitárias e de defesa
  • Princípio 7: Medir e publicar relatórios dos progressos para alcançar a igualdade entre gêneros.

Fonte: http://portuguese.weprinciples.org/

Novembro/2017

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