O que a pandemia tem para ensinar a nós, mulheres



Não é engraçado como nós, mulheres, estamos tão acostumadas a desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo?

Dizem, inclusive, que é da nossa “natureza”. Ao contrário dos homens que fazem apenas uma coisa por vez, as mulheres têm a capacidade de fazer várias coisas de uma vez só.

Preciso te contar uma coisa: mentiram para nós! Ninguém consegue fazer várias coisas bem ao mesmo tempo. Assumir várias tarefas só gera auto pressão e culpa.

Li um artigo do Padre Fábio de Mello que no qual ele alerta:

“Aprenda a nunca mais ser idiota… A vida não pode ser só trabalhar e pagar conta. Seu casamento não pode ser somente cobranças e sexo. Seu relacionamento com seus filhos não pode ser só perguntar como foi a escola. (...) busque ganhar dinheiro o suficiente somente para você ter segurança e um pouco de conforto, todo o resto é vaidade, é idiotice... um Dia a hora chega e quem viver, viveu.”

Quando estamos sobrecarregadas, não temos tempo pra viver e se conectar com nós mesmas. A gente se atropela.

E quando nos desconectamos de nós mesmas, nos enchemos de projetos e responsabilidades, assim tentamos resolver o problema dos outros para não olhar para os nossos.

Dias atrás eu li um texto muito interessante, que dizia o seguinte:

O planeta não precisa de pessoas mais bem-sucedidas… Mas precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de história e pessoas amorosas de todo o tipo.
Precisa de pessoas que vivam bem nos seus lugares.
Precisa de pessoas de coragem moral dispostas a participar na luta para tornar o mundo habitável e humano.
E essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso como o definimos”. - David Orr em Ecological Literacy: Our Children for a Sustainable World.

Precisamos redefinir a nossa ideia de sucesso e superar a ideia de “bem sucedida” como conhecemos.

Afinal, o conceito de bem sucedida deveria estar mais próximo do conceito de felicidade.

É preciso urgentemente que as mulheres pratiquem mais a auto generosidade, a auto compaixão. Se tornarem suas próprias mentoras. É preciso olhar para dentro.

Escrevi um artigo convidando mulheres a refletir sobre suas carreiras profissionais. Gosto muito da filosofia minimalista que nos ensina que devemos viver com o que é essencial para nós. O que não serve, a gente se desfaz.

Te convido a adotar a experiência de ser minimalista no mundo profissional. Dispa-se de tarefas e responsabilidades que não te agregam.

E se dê cuidado, se dê respeito. Faça a sua vida ficar mais leve. Na bíblia diz: - “ame ao próximo como a si mesmo”. Devemos prestar mais atenção a essa parte da frase “amar a si mesmo”. Experimente-se sob esse novo lugar, essa nova perspectiva.

Talvez o maior ensinamento que a pandemia irá nos deixar seja valorizar o que realmente importa para nós.


Por Leila Navarro

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